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Produtos e Projetos Eficientes em Iluminação

Escrito por Claudio Galante – Engenheiro Eletrônico – Pós graduado em Administração – MBA Gestão Estratégica
Durante os últimos meses do ano e, não raro, se estendendo para primeiras semanas do ano seguinte, os executivos se debruçam em planilhas de orçamento tentando estabelecer estratégias e modelos de negócios que ampliem a rentabilidade da empresa em níveis mais robustos que do ano anterior.

Nas primeiras rodadas de discussão tenta-se estabelecer estratégias para o aumento do faturamento sem o incremento proporcional da estrutura operacional visando, é claro, o aumento do EBITDA que, efetivamente, é o número que interessa aos sócios e acionistas da empresa.

Após muitas argumentações, gráficos e pesquisas de mercado, o diretor de vendas consegue convencer seus pares que a economia não anda bem, a concorrência aumentou e que, além de não ser possível aumentar as previsões de faturamento, a empresa terá que reduzir suas margens se quiser, minimamente, se manter no mercado.

Diante de tal cenário, e eventualmente após a demissão do diretor de vendas, os executivos remanescentes concluem que, se nem o faturamento e nem as margens podem contribuir para o incremento do EBITDA, então resta o conhecido “plano B” de reduzir as despesas operacionais através das técnicas usuais de redução de pessoal, reengenharia de processos, entre outras medidas duras que, no final do dia, terão impacto direto no EBITDA.

Ao final da reunião, os executivos comemoram o resultado da planilha que demonstra ser possível incrementar o EBITDA em um ponto percentual em relação ao ano anterior. Para que os números da planilha se transformem em realidade, o diretor financeiro exige que gestores de todas as áreas executem “religiosamente” as ações necessárias de redução de despesas e com absoluta rigidez.

Quem nunca vivenciou ou ouviu a história acima que atire a primeira pedra…

De fato, subir o EBITDA de 10% para 11%, por exemplo, pode ser considerado um grande sucesso para a organização, uma vez que, neste cenário, tal resultado ampliaria os dividendos dos acionistas em 10%, mesmo que o faturamento se mantenha nos mesmos níveis do ano anterior.

Observe que, seja aumentando o faturamento e mantendo as despesas (que é fazer mais com menos) ou mantendo o faturamento e reduzindo as despesas (que é fazer o mesmo com menos ainda), o efeito é sempre o mesmo: O EBITDA será incrementado através de iniciativas de eficiência operacional.

Como eficiência operacional entende-se a capacidade de produzir mais com o menor uso de recursos que, academicamente, os executivos interpretam como recursos humanos, deixando os demais recursos necessários à operação relegados à segundo plano, como os recursos energéticos, por exemplo.

E mais, ao planejar a redução de pessoal, os executivos consideram a provisão dos valores exigidos para a rescisão do contrato de trabalho como o investimento necessário ao aumento da eficiência operacional no longo prazo, deixando em segundo plano as possíveis provisões de investimentos que também ampliariam a eficiência operacional, porém através da redução dos recursos energéticos.

A questão é: A redução dos recursos energéticos teria o mesmo impacto no resultado da organização se comparados a redução de outros recursos?

Vamos aos números:

Em recente pesquisa divulgada pela PROCEL, concluiu-se que no Brasil a participação dos gastos das industrias com energia elétrica varia entre 5% e 30% das despesas operacionais, onde a média ponderada desta distribuição indica que os gastos energéticos representam cerca de 12% sobre o total das despesas operacionais.

Tais gastos energéticos são consumidos em aplicações operacionais que se resumem em motores, iluminação, climatização, eletro termia, entre outros dispositivos cuja proporção depende do segmento de negócios da organização.

Atualmente, existem tecnologias que podem trazer resultados entre 30% e 70% de eficiência sobre o consumo de energia. Se considerarmos um número conservador de eficiência na ordem de 30%, então aquela despesa que representava 12% sobre o total das despesas operacionais, será reduzida para aproximadamente 8,5%. Uma redução de 3,5% nas despesas operacionais.

Wow! Então se elevarmos as soluções de eficiência energética ao patamar prioritário da melhoria de eficiência operacional, é possível incrementarmos o EBITDA da organização em cerca de 3,5%? Sim. E mais, tente aumentar o EBITDA de sua organização em 3,5% através de redução de pessoal e veja o quanto de efetivo seria necessário reduzir e o quanto iriam custar os valores rescisórios.

Neste momento, você pode estar pensando que os exemplos numéricos acima não correspondem à realidade de sua organização. Então faça as contas você mesmo:

Aumento do EBITDA = % dos gastos de energia em relação às despesas operacionais * % de eficiência obtida através de soluções de eficiência energética.

A proporção dos gastos com energia em relação às despesas operacionais é um dado que pode ser obtido no Demonstrativo de Resultados de sua organização. Já o potencial de redução de gastos através de soluções de eficiência energética pode ser obtido através de diagnósticos energéticos ofertados por empresas de eficiência energética.

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