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Produtos e Projetos Eficientes em Iluminação

Contar com uma iluminação adequada e bem planejada é fundamental em qualquer ramo de atividade. Porém, quando o assunto é educação, esse quesito é ainda mais relevante. Um projeto luminotécnico ineficaz pode comprometer não apenas a saúde dos usuários, mas também prejudicar o desempenho acadêmico dos estudantes.

Por se tratar de um aspecto tão relevante, o Blog da Celena conversou com o projetista Felipe Marcili que indicou alguns detalhes que não podem passar desapercebidos em uma situação como essa:

– Respeite a norma

Na hora de propor a iluminação da sala de aula, não há como inventar em alguns critérios. O primeiro é respeitar aquilo que está proposto no manual da ABNT, mas precisamente na norma NBR ISO/CIE 8995-1. “Em salas de aula a norma exige 500 lux de iluminância”, detalha Felipe. Esse valor é indicado para os alunos tenham uma boa visibilidade, auxilie na disposição e não gere incômodo.

– Utilize luminárias com aletas

Priorizar o conforto dos alunos é a melhor forma de garantir o bom desempenho educacional. Nesse aspecto, é muito importante que exista um bom controle de ofuscamento. “O uso da lâmpada tubular LED em luminárias com refletor e aletas tem por objetivo reduzir o desconforto visual e também possibilitar uma maior eficiência no aproveitamento do fluxo luminoso”, explica Felipe. “Aletas espelhadas geralmente possibilitam melhor aproveitamento do fluxo, mas seu uso deve ser analisado de acordo com as características de instalação do ambiente, como altura de instalação, posição em relação ao ângulo de visão, enfim questões que devem ser consideradas em função do layout”.

– Defina uma temperatura de cor compatível

Escolher a temperatura de cor adequada para o local não é apenas uma questão de estética. Ela interfere diretamente na disposição do usuário. “A temperatura de cor deve ser selecionada de acordo com a situação. Em sala de aulas normalmente opta-se por temperatura de cor amena, recomendamos assim a faixa de 4000 Kelvins, que é considerada uma como cor intermediária”, relata o projetista. “Alguns anos atrás nós participamos da elaboração de uma sala de aula modelo, em uma universidade renomada de São Paulo. Por sugestão da equipe responsável da instituição optou-se pelo uso de uma temperatura de cor fria (6000 kelvins), com o objetivo de proporcionar, através dessa característica da luz, um estimulo fotobiológico nos alunos do matutino, já que nesse período ainda estamos sob aquele efeito de sonolência, e a temperatura de cor fria tende a ser mais estimulante. O problema é que a cor da luz não foi benéfica para os alunos do período noturno, que apresentou certo desgaste e incomodo quando expostos a maiores períodos no ambiente. Resumindo, a aplicação não foi tão eficaz para uso no período diurno, mas consideravelmente prejudicial para uso noturno”.

Temperaturas de cor abaixo de 4000K, ou seja, mais amareladas, tendem a ser aconchegantes demais, o que também prejudica o estado de atenção dos estudantes. Já as regiões de transição rápida, como corredores, ou locais de trabalho minucioso, como os laboratórios, recomenda-se uma temperatura de cor um pouco mais branca, acima dos 5000K. “Dá a impressão que está mais claro, é mais estimulante”, explica o especialista.

– Escolha a iluminação de acordo com cada local

Em uma escola, cada local apresenta sua peculiaridade e demanda específica. Por isso, a iluminação não pode ser igual em todos os lugares. Dentro da sala de aula, por exemplo, a área do quadro negro exige um cuidado especial. “Precisa ter um destaque maior, um reforço”, salienta Felipe. “Normalmente as lâmpadas são as mesmas, o que muda é o espaçamento entre as luminárias e que sejam mais focalizadas de forma a destacar a superfície do quadro. Essa atenção deve garantir a boa percepção visual para alunos que estão em posição mais distante”.

Corredores e pátios precisam adaptar a iluminação levando em consideração a altura do pé direito e utilização do local. Já as bibliotecas tendem a se aproximar das soluções oferecidas em sala de aula.

– Acerte na escolha da lâmpada

O processo básico de qualquer projeto de iluminação é a escolha da lâmpada adequada. Para a sala de aula, a solução mais recomendada é o uso de uma lâmpada tubular LED. “Essa é uma opção muito utilizada para ambientes que necessitam de iluminação difusa e abrangente. O ideal é ser aplicada em luminárias com controlo óptico anti-ofuscamento (difusores/aletas) que, além de confortável, garante uma luminância adequada”, detalha Felipe.

Além de atingir a mesma qualidade de iluminação, as lâmpadas tubulares em LED apresentam uma economia de até 60% em relação às opções fluorescentes tubulares; e contam com uma durabilidade de aproximadamente 25 mil horas. Como não possuem compostos químicos, a instalação dispensa o uso de um reator, além de facilitar o descarte.

Esses são apenas alguns dos detalhes necessários na execução de um projeto luminotécnico para escolas e faculdades. Por ser um trabalho muito complexo, o ideal é contar com a assessoria de um especialista que, além de auxiliar nas escolhas, desenvolverá um cálculo de payback baseado no cenário de cada situação.

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