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Produtos e Projetos Eficientes em Iluminação

Com o tempo, a deterioração do sistema elétrico e de iluminação é inevitável. O problema é quando esses conjuntos obsoletos ficam fora das instruções normativas estipuladas e promovem o alto desperdício de energia. Nesses casos, a opção mais adequada é modernizar o complexo sem alterar a estrutura, ou seja, um fazer um retrofit.

Muito utilizado na área de arquitetura e construção, o retrofit é comum no processo de revitalização de edifícios. A prática consiste na readequação das instalações existentes com o objetivo de corrigir os problemas provocados pelo longo tempo de uso. Frequentemente aplicado aos patrimônios históricos, em que não se pode alterar a estrutura, o método tem se tornado comum em locais que visam se adequar à legislação e diminuir consideravelmente os custos de manutenção.

Na iluminação, o conceito tem o mesmo objetivo: modernizar sem promover grandes e onerosas modificações. O procedimento é realizado em diversas etapas, que incluem desde os diagnósticos e propostas de alterações, até mensuração dos resultados obtidos.

Etapas do retrofit luminotécnico

1. Diagnóstico do local

O primeiro passo do processo é entender melhor o parque existente no local. Para isso, a equipe técnica precisa levantar cada detalhe, montando um verdadeiro inventário com os modelos e potências das lâmpadas, tempo médio de uso diário, o valor do kWh cobrado na conta de luz e a atividade realizada em cada ambiente.

Durante o procedimento também ocorrem medição e comparação dos níveis de iluminância do local conforme regulamentação das NBR, normas que regularizam a iluminação para cada tipo de ambiente. Ao medir a iluminância do ambiente, o especialista já começa a vislumbrar quais espaços permitem uma economia mais significativa.

2. Apresentação do projeto

Com os dados colhidos e análises feitas, os técnicos têm a capacidade de propor os ajustes necessários por meio de projetos luminotécnicos. As medidas podem englobar a substituição de lâmpadas antigas por modelos mais atuais, como o LED (diodo emissor de luz), o uso de reatores eletrônicos, ou até mesmo soluções mais elaboradas, como uma nova segmentação de controle por interruptores.

Um bom projeto de retrofit deve conceber também sustentabilidade, propondo alternativas para a utilização da iluminação natural em ambientes internos. Ao estudar o funcionamento diário do local, o especialista pode indicar a utilização de sensores de presença, em locais de uso não contínuo, ou até mesmo a alteração no número de pontos de iluminação.

3. Proposta de manutenção

Além do projeto detalhado, é fundamental apresentar um bom plano de manutenção. Dessa forma, é possível estipular os gastos e ver a viabilidade financeira das alterações propostas. Nesse relatório é preciso contemplar as despesas de limpeza dos equipamentos, além das trocas programadas e – as inesperadas, de lâmpadas e reatores.

4. Comparações e resultados

Não basta apenas ter um plano de modificações, a implantação do retrofit envolve também uma estimativa de resultado. Cabe ao especialista confrontar a potência atual com a que será utilizada no projeto proposto e assim, estipular o gasto de energia diário, mensal e anual dos dois sistemas. Desse modo, ele pode definir com precisão o payback do investimento realizado.

Por ser um processo que depende muito do local aplicado, é difícil definir o preço médio de um retrofit. Na hora de contratar o serviço é preciso ficar atento não apenas ao valor, mas aos responsáveis pelo procedimento. Muitos produtos à disposição no mercado não atendem às especificações mínimas de luminosidade e durabilidade, podendo comprometer toda a eficiência energética do trabalho.

Outro aspecto importante é que o método não visa apenas a economia, mas também a adequação às normas exigidas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, Ministério do Trabalho e o Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru). Quem opta por um serviço de segunda linha coloca em risco a licença de funcionamento e, consequentemente, a segurança das pessoas que trabalham no local.

Para evitar esse tipo de problema, é importante contar com especialistas capacitados que tenham alto nível de conhecimento. Assim, as alterações propostas resultarão em economia e maior qualidade de iluminação.

Foto: Thiago Bergamasco -AgÍncia Phocus/ TCE-MT

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